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Intolerância à Lactose Saiba Tudo Aqui

Há algumas décadas, era difícil ouvir falar de alguém com intolerância à lactose, mas atualmente parece que virou moda.
A mudança significativa desse quadro fica clara a cada dia, e podemos atribuir a culpa disso à nossa má alimentação, ao nosso estilo de vida corrida e aos tratamentos à base de fortes medicações que, infelizmente, contribuem na direção do desenvolvimento tardio deste distúrbio digestivo.

Também conhecida como deficiência de lactase, é uma falha na enzima da lactase que acarreta a não digestão da lactose pelo organismo, isto é, o organismo não consegue digerir o açúcar existente no leite e outros produtos lácteos.

Algumas pessoas ao ingerir leite ou derivados, podem sentir dores abdominais, desconforto, excesso de gases, diarreia, náuseas, má digestão, cólica ou perda de peso. A princípio pode ser apenas um mal-estar, mas quando o incomodo começa a se repetir, sempre de 30 à 2 horas, após o consumo destes produtos, procure um médico, pois provavelmente trata-se de intolerância a lactose.

Esses sintomas ocorrem pois a lactose chega ao intestino grosso sem ter sido decomposta no intestino delgado pelas enzimas da lactase, sendo fermentada por bactérias, o que causa a produção de ácido láctico e gases. Isso também promove a retenção de água, causando diarreias e cólicas.

Para comprovar essa deficiência, além da avaliação clínica, existem alguns exames específicos como o teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

A intolerância à lactose, muitas vezes, pode ser confundida com a alergia ao leite, porém são diferentes. A alergia, normalmente ao leite de vaca, pode provocar alterações na pele e no sistema respiratório como tosse ou bronquite.

TIPOS DE INTOLERÂNCIA À LACTOSE

É importante diferenciar os três tipos, no intuito de dimensionar um tratamento ou uma possível desaceleração:

Deficiência primária ou ontogenética: É o tipo mais comum. Tem seu início tardio, resultado do envelhecimento. Ocorre de maneira natural e progressiva, pode surgir em qualquer idade, seja a partir da adolescência até o final da vida e conforme o passar dos anos, a chance de desenvolver aumenta. Neste tipo, precisamos ficar de olho, pois podemos adiá-la e até evitá-la.

Deficiência secundária ou adquirida/transitória: Pode ser permanente ou temporária, onde cada indivíduo tem um tempo de resposta diferente do organismo. Surge em decorrência de algumas doenças intestinais, doença celíaca, desnutrição, gastroenterite ou doença de Crohn. Mas também pode ser causada em decorrência de tratamentos de quimioterapia ou até por cirurgias. Este tipo é comum no primeiro ano de vida, quando o bebê tem uma deficiência temporária da enzima lactase.
Congênita ou hereditária: Esse é o tipo mais raro, mais crônico e também é permanente. Ocorre quando, por um problema genético, o indivíduo herda de ambos (pai e mãe) o gene da intolerância da lactose. A pessoa nasce com essa condição de não produzir lactase, na maioria dos casos em bebês prematuros pois a produção desta enzima aumenta somente no final da gravidez.

TRATAMENTO

Apesar de não existirem tratamentos para a intolerância à lactose, existe a possibilidade de tomar suplementos de lactose ou de se adicionar enzimas de lactase ao leite normal, ou tomá-las em forma de cápsulas ou comprimidos.

Mas, geralmente, a melhor solução é a diminuição ou exclusão total de produtos lácteos da dieta. É até possível uma pessoa com intolerância à lactose conseguir tomar ½ xícara de leite sem sentir os sintomas, mas isso depende de cada organismo.

Uma boa dica é sempre ler os rótulos dos produtos e bulas de remédios, pois a lactose pode estar presente em produtos que você desconhece, além de também poder estar presente em algumas fórmulas de medicamentos.

A pessoa com intolerância à lactose pode ter uma vida completamente normal, desde que consiga seguir a dieta correta, com a quantidade exata de lactose.

QUE FALTA O LEITE FAZ EM NOSSA DIETA?

Intolerância à LactoseQuando tiramos o leite de nossa dieta, pode acarretar na deficiência de algumas vitaminas e minerais, como cálcio, vitamina D, riboflavina e proteínas, ou até mesmo na perda de peso e desnutrição. Para evitar isso, é necessário tomarmos alguns suplementos de cálcio, e ingerir mais alimentos rico em cálcio, como folhas verdes, brócolis, couve, agrião, espinafre, salmão, camarão, sardinhas, ostras, nozes, ovos, etc.

PREVENIR A INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Não existe uma fórmula exata, mas moderar a quantidade na ingestão de produtos lácteos pode reduzir ou prevenir os sintomas.

ALIMENTOS COM LACTOSE

Dentre os alimentos que contém lactose, estão os laticínios (queijos, maionese, creme de leite, etc), pães, massas, doces, bebidas lácteas, molhos (molho para saladas, patês, etc), coberturas e vegetais (gratinados, vegetais com creme, etc).

Porém, alguns produtos lácteos são mais fáceis para digestão, são eles: manteiga e queijos, iogurte, leite de cabra, sorvetes, leite e produtos lácteos sem lactose, fórmula de soja para crianças.

MUDANÇA DE HÁBITOS, UMA PRIORIDADE

Podemos atribuir grande parte dessa culpa, tanto para a indústria de alimentos, com toda tecnologia voltada aos ultraprocessados, cheios de açúcares e conservantes; quanto para indústria farmacêutica, altamente compenetrada no desenvolvimento de ansiolíticos e outras drogas. Ambos contribuem para o desenfreado desgaste de nosso sistema digestivo.

Todavia, temos que admitir nossa parcela de responsabilidade por não contribuir positivamente, no decorrer de nossa vida, para manter nossa saúde em dia.

Na correria diária, dormimos pouco, estamos sempre estressados, mergulhamos em xícaras de café, comemos apressadamente, compramos verduras e legumes cheios de agrotóxicos, consumimos alimentos congelados, refinados e processados, e ainda trocamos nossas horas que deveriam ser de folga para estender o tempo de trabalho.

Nessa ritmo, ocorre a queda de imunidade e o organismo sofre diversas consequências, ficando suscetível a intolerâncias, alergias e outras doenças, num círculo vicioso.

Portanto, tente levar ao máximo uma vida saudável, faça exercícios físicos e sempre que possível, consulte profissionais como o gastroenterologista e o nutricionista. Esses serão os primeiros passos para melhorar, consideravelmente, a qualidade e o estilo de vida.

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