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Afinal, o que é teste genético para ansiedade e depressão?

A depressão e a ansiedade são doenças que não escolhem idade, cor, gênero ou condição social. Elas podem afetar qualquer pessoa, em qualquer lugar. Procurar a ajuda de um bom profissional, o mais cedo possível, é fundamental para manter uma vida saudável.

Após fazer o diagnóstico, o psiquiatra vai tentar fazer o melhor para o seu paciente (e isso inclui o acompanhamento e a escolha da medicação) e, em alguns casos, poderá solicitar que seja feito o teste genético para ansiedade e depressão.

Algumas pessoas se adaptam bem já com o primeiro remédio, mas há outras que passam por diversas medicações até se adaptarem a uma. De acordo com Wagner Gattaz, diretor do laboratório de Neurociências do IPq-USP, dos pacientes que tratam a depressão cerca de 20% a 30% não conseguem obter bons resultados durante o tratamento.

Nesses casos, fazer um teste genético para ansiedade e depressão pode ajudar a encontrar o que melhor vai funcionar para o paciente. Acompanhe a leitura deste artigo e entenda melhor esse assunto!

O que é um teste genético para ansiedade e depressão?

Nem todas as pessoas reagem adequadamente ao antidepressivo, que deveria fazer efeito a partir da segunda semana. Quando isso não ocorre, o paciente precisa testar outros fármacos até encontrar o que realmente funciona para ele.

Entretanto, todo e qualquer tipo de medicamento pode causar efeitos colaterais e os testes entram como uma alternativa, tanto para o psiquiatra quanto para o paciente, para descobrir o porquê disso acontecer, bem como qual medicamento teria uma maior probabilidade de funcionar.

O teste genético para ansiedade e depressão é um teste farmacogenético que serve para identificar quais medicamentos reagem melhor no organismo, com base na análise do DNA do próprio paciente. Esses testes são utilizados, também, para investigar outras doenças, como o câncer.

Como funciona o teste genético?

O teste é feito através de uma amostra de sangue ou das células da parte interna da bochecha do paciente. Há máquinas próprias para esse tipo de análise e, após a amostragem, o material é enviado para o laboratório. São identificadas regiões no genoma cujas respostas demonstram as reações (melhores e piores) do paciente aos medicamentos.

Com a análise concluída, um laudo é enviado para o paciente e outro para o médico. Já com o resultado em mãos o médico pode determinar qual é o melhor medicamento para o seu paciente.

Quem pode fazer o teste genético?

Geralmente, o teste genético para a ansiedade e depressão é mais indicado para pacientes que já tenham trocado, no mínimo, três vezes a medicação. É um exame cujo valor é um pouco alto (varia entre R$1.300,00 a R$3.990,00), ainda não está disponível pelo SUS e não é coberto pelos planos de saúde.

Algumas pessoas têm o metabolismo mais acelerado, outras mais lento. Quando a absorção do medicamento é rápida demais, ele pode não gerar os resultados desejados, uma vez que não há tempo hábil para o processamento e a liberação dos efeitos do remédio no corpo. Por outro lado, se a absorção for muito lenta, há risco de intoxicação, devido ao acúmulo do fármaco.

Essa diferença no tempo de assimilação se deve à ação de uma enzima presente no organismo, que pode ser identificada por meio do exame. Então, sabendo da condição de absorver lenta ou rapidamente um antidepressivo, o teste genético de ansiedade e depressão auxilia a encontrar a droga mais adequada. A análise feita pelo laboratório indica qual medicamento funcionará melhor no organismo do paciente.

Ter o acompanhamento de um bom profissional é indispensável: só ele conseguirá fazer o diagnóstico. Contudo, em alguns casos, o teste genético para ansiedade e depressão pode ajudar na escolha da medicação mais adequada para pacientes que têm dificuldade em se adaptar. Esse teste indica não somente os remédios a que o paciente pode responder melhor, como também a quais ele pode ter intolerância.

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